Qual é a mágica por trás dos perfumes árabes unissex?
Qual é a mágica por trás dos perfumes árabes unissex?
Há culturas em que o perfume é o toque final antes de sair de casa. No Oriente Médio, a relação com o aroma vai muito além. Fragrâncias, óleos perfumados, oud e bakhoor fazem parte de rituais de hospitalidade, celebrações e da própria construção de uma identidade olfativa.
É nesse contexto que os perfumes árabes conquistaram um espaço cada vez maior fora do Oriente Médio. Mais do que intensidade, eles apresentam ao consumidor uma maneira diferente de interpretar a perfumaria: as notas não precisam necessariamente pertencer a um gênero, mas podem expressar personalidade, memória, ocasião e presença.
Talvez esteja justamente aí uma parte da “mágica” do perfume árabe unissex.
Perfume árabe unissex: quando a composição fala mais alto que o gênero
O conceito de uma fragrância compartilhável não significa criar um aroma neutro ou sem personalidade. Pelo contrário.
Uma composição unissex pode ser intensa, floral, amadeirada, especiada, adocicada ou resinosa. O que muda é a maneira como ela é apresentada: em vez de limitar determinadas notas ao universo masculino ou feminino, a fragrância deixa que a experiência olfativa seja o principal critério de escolha.
A própria Lattafa é um bom exemplo dessa diversidade. A maison dos Emirados Árabes Unidos é uma empresa familiar atualmente em sua terceira geração e distribui suas fragrâncias para mais de 120 países. A Lattafa transita entre criações masculinas, femininas e unissex.
Khamrah, por exemplo, é classificado pela própria casa como unissex. Sua construção reúne bergamota, canela e noz-moscada na abertura, passa por um coração que inclui acorde de tâmaras, praliné e tuberosa e termina sobre matérias como benjoim, mirra, baunilha e amberwood.
Não há necessidade de perguntar se essas notas são “de homem” ou “de mulher”. A questão mais interessante é: esse repertório olfativo combina com você?
O que chamamos de perfume oriental?
Existe outro detalhe que diferencia uma conversa realmente especializada sobre perfumaria.
Durante décadas, perfume oriental foi o nome utilizado para uma família associada a construções quentes e envolventes, frequentemente apoiadas em resinas, baunilha, madeiras, especiarias e acordes de âmbar. Hoje, parte importante da indústria internacional vem substituindo essa nomenclatura por termos como âmbar ou ambarado.
A mudança é terminológica, mas ajuda a entender por que tantas fragrâncias vinculadas à perfumaria do Oriente Médio são percebidas como densas, texturizadas e marcantes.
Isso também não significa que todo perfume árabe tenha oud, seja extremamente doce ou apresente uma projeção monumental. A perfumaria árabe contemporânea é muito mais diversa do que esses estereótipos sugerem.
Há composições frescas, florais, gourmand, amadeiradas e aromáticas, além das construções ambaradas pelas quais muitas casas da região se tornaram conhecidas internacionalmente.
Lattafa: tradição dos Emirados Árabes em diálogo com a perfumaria contemporânea
Entender a origem da Lattafa ajuda a compreender o interesse que a marca desperta atualmente.
A casa nasceu nos Emirados Árabes Unidos e mantém uma estrutura familiar que já chegou à terceira geração. A própria marca define sua filosofia como um encontro entre herança emiradense e inovação, controlando internamente etapas que vão da criação e design à pesquisa, desenvolvimento e fabricação.
Essa combinação aparece em um catálogo extenso, no qual códigos tradicionais da perfumaria da região convivem com estruturas pensadas para um consumidor global.
É uma perspectiva muito mais interessante do que resumir o fenômeno dos perfumes árabes apenas a “perfumes fortes”.
Lattafa Asad Eau de Parfum: como ler sua pirâmide olfativa?
O Lattafa Asad Eau de Parfum merece uma observação particular. Apesar de aparecer frequentemente em conversas sobre fragrâncias árabes compartilháveis, a própria Lattafa o classifica oficialmente como uma fragrância masculina.
Lançado em 2021, Asad começa com pimenta-preta, abacaxi e tabaco. No coração surgem café, íris e patchouli. A base reúne âmbar, baunilha, madeiras secas, benjoim e ládano.
É uma pirâmide que explica muito melhor sua personalidade do que adjetivos genéricos como “forte” ou “luxuoso”.
A pimenta e o tabaco estabelecem tensão logo na abertura. Café e patchouli acrescentam profundidade ao desenvolvimento, enquanto baunilha, benjoim e ládano conduzem a fragrância para uma base mais quente e envolvente.
Para quem está descobrindo a perfumaria árabe, observar essa evolução das notas é uma maneira muito mais precisa de escolher uma fragrância do que se orientar somente pelas classificações de gênero.
Então, como escolher um perfume árabe para chamar de seu?
Comece pela sensação que você deseja construir.
Madeiras, tabaco, resinas e especiarias podem oferecer maior profundidade. Baunilha, praliné e acordes gourmand levam a experiência para uma direção mais envolvente. Flores podem trazer luminosidade ou sensualidade dependendo da composição. Já cítricos e notas aromáticas ajudam a criar contrastes e aberturas mais frescas.
Depois, experimente na pele sempre que possível. Temperatura, contexto de uso e percepção individual interferem na maneira como uma fragrância é sentida ao longo das horas.
É por isso que escolher um perfume não deveria ser apenas procurar uma lista de “melhores fragrâncias”. Na alta perfumaria, descobrir aquilo que realmente conversa com sua personalidade faz parte da experiência.
A Le'Loyn Parfums reúne uma curadoria de perfumes árabes originais para quem deseja explorar esse universo com mais repertório e segurança. Entre diferentes maisons, famílias olfativas e propostas, vale descobrir as composições com calma e encontrar aquela capaz de se tornar parte da sua própria assinatura.
Para o Lattafa Asad Eau de Parfum, consulte a disponibilidade diretamente na Le'Loyn Parfums e conheça também outras criações da casa para descobrir diferentes interpretações da perfumaria dos Emirados Árabes Unidos.